Era um homem feio, de uma indecisão comovente, não
tinha o amor da esposa, viviam separados, cada um em seu castelo, Carlota
Joaquina tentando conspirar contra o seu reinado, sua mãe, rainha Maria I, ficou
louca e viveu por muitos anos nesta condição. Naquele tempo, o tratamento para
as doenças psíquicas era precário: isolamento social, camisa de força, choque
elétrico.
Portugal daquela época era uma coisa triste, de um
catolicismo retrógrado, o último país a abandonar os costumes da Inquisição da
Igreja Católica. Um país carola, que vivia de rezas e injustiças, de
favoritismos ilícitos, só pensando no ganho fácil, vivendo da exploração das
riquezas do Brasil colonial. Não valorizava o trabalho como gerador de riquezas,
um reinado decadente. Dom João VI, um homem despreparado para a função que
exercia.
Fiquei feliz quando cheguei no capítulo do livro
"1808" de Laurentino Gomes, que relata
as transformações que ocorreram no Brasil colônia, o progresso que Dom João VI e
sua Corte trouxeram para o Brasil. Que fala que Dom João VI, apesar de indeciso,
soube acercar-se de pessoas competentes e ouvir-lhes, e com isto fez algumas
coisas positivas, apesar dos seus muitos equívocos.
Interessante observar que D. João, apesar de
despreparado, covarde, indeciso, aparentemente estar no lugar errado, ser
inadequado para a função de comando que exercia, ele e sua Corte foram
responsáveis pela integração do Brasil, pela unidade do nosso país; pela
formação de um país de dimensões continentais, como somos hoje.
Este livro estava na minha estante faz um bom tempo,
eu pensava que não leria... Livro de História... Mas gostei
muito.
Fico por aqui, amiigos. Que Jesus nos
abençoe!
P-20, 31 de outubro de 2012
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