quinta-feira, 15 de maio de 2014

A Façanha

Acordar de madrugada, quarto escuro, lembrar onde deixei os óculos, abrir cuidadosamente a porta do quarto um pouquinho para entrar uma fresta de claridade, para que eu localize os óculos fazendo o mínimo de barulho possível, na tentativa de não acordar a esposa amada... Não adiantou, ela acordou, vida de casado tem disso, as vezes um interrompe o sono do outro... Um quer ouvir música, o outro ver o noticiário na televisão, um quer sair, o outro ficar em casa... E por aí vai... A convivência é uma arte... O pior é quando um concorda com o outro em tudo, é sinal de que um deixou de ter vontade própria, abriu mão de sua vida em favor do outro, assim não pode, isto não é amor, pode ser dependência, carência, necessidade, não saber viver sem o outro, perda da própria identidade... Mas amor não. "Quando os dois concordam em tudo, um deles deixou de pensar", tentei confirmar no Google quem disse isto e não consegui, acredito que seja uma frase do Millor Fernandes.

Ao ligar o iPad, vejo a hora - 04h35 - ontem comecei as 04h09, vou continuar neste ritmo? A melhor hora para escrever é quando acordo de madrugada, de preferência amanhecendo o dia, porque então já deu tempo para dormir um período razoável. O silêncio desta hora, a mente descansada, pássaros começam a cantar... É bom que só!

Oh meu Deus! Graças a Deus estou eufórico, entusiasmado, animado, com uma baita vontade de Te agradecer, a vida é bela... Não só no sentindo melancólico de um belíssimo filme italiano com este título, que retrata a vida de um pai e um filho de nove anos talvez, presos num campo de concentração na época da Segunda Guerra Mundial por serem judeus, e o pai faz de tudo para parecer feliz, para esconder do filho a realidade que estavam vivendo. Mas hoje, Jesus querido, eu estou sentindo que apesar de tantas tragédias, tantas noticias de sofrimentos no mundo, temos muito a Te agradecer, e precisamos ter a certeza de que Deus está no controle. Precisamos nos fortalecer na fé em Ti, Senhor! Precisamos ter esperança! Li algo bonito no blog do Dr. Luiz Alberto Py, que a esperança é o alimento de nossa alma, não podemos deixar de ter esperança, por pior que a situação pareça estar... Pois, ela nunca vai ser tão ruim quanto a gente pinta, sempre haverá uma saída, uma possibilidade de renascermos através da esperança.

Fico por aqui amigos! Tenham um excelente dia! Que Jesus nos abençoe!
Parnamirim, 30 de abril de 2014

A nossa crônica falta de tempo

Falta-me tempo para ler um jornal, ler um livro, assistir a televisão sossegado, gostando como na infância, ouvir um jogo do meu Flamengo no rádio (uma vez no P. P. Morais, eu embarcado, um senhor me disse que tinha assistido ao jogo no rádio na noite anterior, coisas de antigamente). Falta-me tempo para telefonar para um amigo, para conversar calmamente com os meus filhos, e não porque moro distante, não estou diariamente com eles... Pois, com a esposa e a enteada que estou todo dia, tenho o maior tempo do mundo, uma boa escala de trabalho, fico o tempo todo em casa, quando de folga, falta-me tempo... Uma dificuldade para ir ao cinema com a esposa, curtir as postagens no Facebook juntos, ter um tempinho para curtir juntos as fotos que tiramos ou vemos no Face, vai tudo passando batido, não temos tempo para saborear a vida. Estou sempre pensando no que tenho que fazer,  preocupado com o que deixei de fazer, com o meu costume tão prejudicial de procrastinar, de adiar coisas importantes por fazer... Vivo no passado, saudosista, ou no futuro, preocupado... Tem alguém aí?
 
Não direi que antigamente era melhor porque não tenho certeza disto, mas precisamos cuidar para que a pressa, a ansiedade não governe a nossa vida. Quem sabe faz a hora... Assim diz a canção e é uma verdade. Precisamos administrar melhor o nosso tempo, acordar, orar, conversar com Deus, ter calma... Dará tempo para fazer o que precisamos, sejamos seletivos, estabeleçamos prioridades, organizemos a nossa agenda. O meu cardiologista em Campos, uma pessoa dinâmica, que faz muitas coisas ao mesmo tempo, atende com agilidade e bem, consultório lotado, aquela agitação toda, entrei na sua sala, ele de pé na janela, parado, olhando o filho que jogava num campo de futebol um pouco distante, me mostrou, eu nem consegui ver e achei distante para que a sua visão alcançasse, mas pai enxerga longe... Quer dizer, naquela agitação, ele muito ocupado, tinha tempo para olhar o filho, fazia uma pausa de um instante... A vida necessita de pausas - assim diz o poeta.
 
Hoje, como acordei e olhei no celular, eram 04h29, vim aqui escrever esse texto, pode ser que o dia tenha um rendimento melhor, flua bem, eu faça as coisas que preciso e fique satisfeito ao fim do dia, com o sentimento bom do dever cumprido. Voltarei para a cama, para tentar dormir um pouco mais. Que a ansiedade não tome conta de mim.
 
Um abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe!
Parnamirim, 05 de maio de 2014

Um sonho


Um sonho
Meu Pai, meu Deus! Somos tão frágeis, tão vulneráveis... Pode nos acontecer tanta coisa ruim, um acidente não tem hora para acontecer, uma doença grave pode nos fazer perder a lucidez... Veio-me este pensamento depois que acordei no meio de um sonho... Neste, eu gastava dinheiro a rodo, sem controle, fui me meter num lugar alto, em cima de uma pilha de tijolos, tremendo mais que vara verde, sem saber como sair daquela enrascada. Olhando aquela altura (o medo que era grande) talvez eu estivesse próximo ao chão, a minha esposa me olhando lá embaixo, talvez não estivesse tão distante (o medo que era grande). Depois de muito tempo de aflição (quando estamos em apuros, um instante parece uma eternidade), Lucimar não tendo como me ajudar, eu tinha que dar um jeito sozinho para sair daquela enrascada, então ela gritou lá embaixo: - Abra a sua mente! As pernas trêmulas, a pilha de tijolos balançando, parecendo que ia desmoronar tudo e que eu ia me espatifar no chão, consegui então subir numa mureta ao lado... Ufa! O sonho foi interrompido, acordei.

Meu Deus e meu Senhor! Somos tão frágeis, tão vulneráveis! Estou em tuas mãos! A minha vida está em tuas mãos! Quero me sentir assim... Dependente de Ti! Dá-me calma, tranquilidade, tira-me a ansiedade, a inquietação, a impaciência, o cansaço excessivo... Torna-me uma pessoa mais otimista, e que eu possa confiar mais em Tua Bondade. Ensina-me, Senhor, a agradecer mais e a reclamar menos, ensina-me a jogar o jogo do contente, a ver o copo meio cheio... É uma questão de escolha... Ajuda-nos, Senhor, a usar bem o nosso livre-arbítrio.
Guarda-nos, Jesus querido, na Tua Paz! Assim seja!

P-20, 15 de maio de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

Oração

Meu Deus e meu Senhor, eu tenho alguma dificuldade para orar, para sentir que estou orando de verdade, com sentimento, com unção. É pouca a fé que tenho, muita insegurança, falta de autoconfiança, falta de autoestima, tudo misturado, dificultando a comunhão contigo, Senhor. (Porque se a gente não se ama, não tem confiança em si, se sente inseguro, dá brecha a pensamentos negativos e com isto levanta uma parede que de certa forma nos afasta de Ti, Senhor).

Oh Senhor! Mas agora estou escrevendo porque estou bem, me sinto conversando contigo, Te sinto bem perto de mim. E o que Te peço é que me conserves assim como estou agora: bem disposto, com vontade de fazer as coisas, com o pensamento aprumado. Me sentindo amando e sendo amado, com certeza dos meus sentimentos.

Oh Senhor! Te peço: que eu não fique mais adiando as coisas por fazer, procrastinando. Me ajuda, Senhor, a fazer o que precisa ser feito, a gostar um pouquinho de trabalhar, porque ocupar utilmente o nosso tempo faz bem a nossa saúde. Nada de ficar achando que não sei fazer as coisas, nada de ficar deixando pra depois, de ficar indolente, sem disposição... Porque se deixar, a preguiça toma conta e a gente não tem tempo pra nada, só pra ela. E hoje, Senhor, o convite a distração é grande. Oh Senhor! E eu não quero que a minha vida seja uma perda de tempo! Um dia haveremos de prestar contas a Ti do tempo que nos concedestes, e pode ser mais cedo do que imaginamos. Portanto, Senhor, me ajuda a viver bem, a praticar a caridade, a trabalhar com amor, ou melhor, a descobrir o amor ao trabalho, no meu caso. O que não dá, Senhor, é para a gente ficar nesta zona de conforto reclamando da vida, indolente, preguiçoso, vendo as horas passar inutilmente.

A esperança que sinto neste momento de mudar, de organizar melhor o meu tempo é grande, e haveremos sempre de ter esperança, porque é ela o alimento da nossa alma, ela que há de nos levar adiante, de nos fazer evoluir, de nos fazer nos aproximar de Ti.

No mais, hoje viajaremos para Gravatá, Pernambuco, cidade serrana, espero que passemos dias felizes lá, porque viajar, passear, conhecer novos lugares é muito bom! Abençoa, Senhor, a nossa viagem! Guarda-nos na Tua Paz! Assim seja!

Parnamirim, 28 de marco de 2014
 

Reforma íntima

"As pessoas não são o que parecem ser; não são o que deveriam ser; não são como gostaríamos que fossem; as pessoas são exatamente como são." (Santo Agostinho, citação de Dra. Anete Guimarães, num seminário espirita, na Liga Espirita de Campos),

O problema no mundo são as pessoas, as pessoas são egoístas, são isso e aquilo, os políticos então nem se fala... Mas achei muito interessante esse pensamento de Santo Agostinho e anotei no celular para tentar desenvolve-lo um dia... Será que chegou esse dia? - Não sei, pelo menos vou tentar... Levantei cedo da cama, as 05h20 da manha, espero não ter sido em vão, mas se não ficar bom o texto, o que vale é a tentativa. O importante é tentar acertar, é fazer quando se tem vontade, uma hora a gente acerta a mão, se a gente não tenta, não conseguirá. Pois bem:

- O que me encantou no primeiro contato com o espiritismo na Escola Jesus Cristo, foi a ênfase na questão da vitória sobre si mesmo, os defeitos, os problemas não estão lá fora, nos outros, mas dentro de nós, a necessidade de buscar o autoconhecimento. As vezes, a gente quer reformar o mundo, está tudo errado (com os outros), com a gente não, está tudo certo, a gente vai dar o braço a torcer? Se a gente falar de defeitos que tem, reconhecer erros que cometeu, estará se desvalorizando... Não pode! Mas o foco há de ser nós, o que precisamos mudar em nós... E é difícil mudar algo em nós, por isso ficamos observando a vida dos outros, querendo mudar os outros, porque para os outros tudo é mais fácil. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Mas eu gostei muito desse pensamento de Santo Agostinho porque devemos treinar não criar muita expectativa em relação aos outros, buscar não ficar idealizando alguém, precisamos aprender a ver as pessoas como elas são, e todos nós somos seres humanos e limitados, cada um de nós tem os seus defeitos, o seu calcanhar de Aquiles. Precisamos  reconhecer e aceitar erros e defeitos em nós e em nossos amigos, aprender a ver as pessoas como elas são e aceita-las, e também aceitar a nós mesmos como somos, aceitar para transformar. Porque se a gente não reconhece os próprio erros, a gente não se corrige. E se a gente fica preso a uma visão idealizada de nós ou de pessoas de nossa relação, os relacionamentos não avançam e a gente não evolui, acaba perdendo o foco da nossa existência que deve ser a evolução espiritual.

Fico por aqui. Um grande abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe!

Parnamirim, 25 de marco de 2014

Passeio a Gravatá

Estar aqui em Gravatá, PE, a passeio, fim de semana prolongado, começando na sexta-feira e só termina na segunda-feira, quando retornaremos a Parnamirim. Cabeça leve, livre de compromissos, preocupações e da correria do dia a dia. Com tempo disponível para fazer o que der vontade, num ritmo bem descansado... Com tempo para nós, tempo para saborear a vida, para ouvir o canto dos pássaros, o mugido de um bezerro, o berro de um cabrito, o som do vento na copa das árvores, sons e paisagem da vida no campo, respirando ar puro, renovando a vida em nós, sentindo-nos a rejuvenescer...

Ao chegar, entramos em lojas de antiquários, coisa boa! Rever objetos antigos: relógios, geladeira, televisor, radio, máquina de datilografia, móveis, cristaleira, louças... Voltei a minha infância, tempo de inocência, de pureza, tempo em que a gente tinha tempo para sonhar, imaginar, viver... Quando o tempo demorava a passar... Aquele era um tempo bom, mas naquela época o que eu mais queria era me tornar adulto...

Que o tempo demore a passar gostosamente aqui em Gravatá! Que a gente aproveite bem! A expectativa é essa!

Um abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe!

Gravatá, PE, 28 de marco de 2014
 

Bom dia, amigos!

A internet me oferece distrações múltiplas, o Facebook para publicar meus textos e alimentar o sonho de ser escritor... Serei lido? Conseguirei interagir com amigos e com os filhos que estão distantes e as vezes sinto uma saudade que dói... Quando vou a Campos, a Macaé... As nossas raízes são uma questão muito forte, não sei como tem gente que consegue viver muito longe, em países estrangeiros, do outro lado do Oceano Atlântico... Mas nesse mundo globalizado em que vivemos, a mobilidade humana se tornou muito maior, muito mais fácil a gente estar aqui, daqui a pouco numa terra bem distante... Acabei de ler o livro do Laurentino Gomes, "1822", sobre a Independência do Brasil, e quando Dom Pedro I voltou para Portugal, saiu de madrugada de casa, sem se despedir dos filhos, quatro filhos pequenos, o menino que viria a ser Dom Pedro II com apenas cinco anos de idade. Isto foi devido as circunstâncias políticas da época, ele voltou para ser Rei em Portugal, saiu do Brasil para o exílio em Portugal, e ele sabia que era um adeus para sempre. Se isto acontecia com um Imperador, que dirá com as pessoas comuns na época? A vida antigamente era muito mais difícil que hoje.

Fico por aqui, expressando a saudade que sinto de vocês, meus filhos, a saudade que sinto de vocês, meus amigos. E saudade é coisa de português, parece que não existe palavra em outra língua que expresse perfeitamente o que significa a saudade em nosso vernáculo (estou usando o termo correto? Não consultarei o Google agora). E ter saudade pode doer um pouco mas é bom, porque a gente só sente saudade dos bons momentos, das pessoas que ama.
 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Procrastinando

Colocoquei esse palavrão como título (palavra feia, vai lavar essa boca, menino!) porque pretendo falar desse assunto, do hábito que as pessoas tem de viver procrastinando, mas não vou consultar o Google, senão fica mole, e eu perco a inspiração. Vamos lá:

- Meu Deus, eu costumo ficar adiando as coisas por fazer, deixando pra depois, tentando agradar a gregos e troianos, tentando ficar bem com todo mundo, fugindo de situações de conflito, por isso a dificuldade imensa de me posicionar, gostaria talvez que tomassem decisões por mim, tolho as minhas iniciativas num excesso de autocrítica (sempre acho que não vai dar certo, que não sei fazer, que o outro faz melhor e que o outro está com a razão, fico me boicotando). É claro que isto não me faz bem e eu não gosto nem um pouquinho. Acabo vivendo numa falsa zona de conforto, tentando não assumir as minhas opiniões, tentando me omitir, tentando renunciar aos meus desejos em favor de outrem. E renúncia não é isto, isto é a pessoa se anular, perder a própria identidade, Deus não quer isto de nós (você ser bonzinho pra todo mundo e ser ruim com você, onde já se viu isto?). No trabalho sou assim, no relacionamento interpessoal sou assim, fico me depreciando, me desvalorizando, isto tira a minha energia, o meu entusiasmo, me traz apatia, desânimo, fico procrastinando o que preciso fazer, fico adiando... (Poderia ter usado esta palavra, mais fácil de falar, mais conhecida, soa melhor aos nossos ouvidos). É porque procrastinação é um distúrbio emocional, em que a pessoa paralisa a ação, deixa tudo pra depois, diminui consideralvemnte o seu campo de ação, então eu quis enfatizar o problema, mas, graças a Deus não cheguei a este ponto, estou na luta, não entreguei os pontos.

Jesus querido, graças a Deus, estou bem agora e tenho pedido a Ti que me conserves assim, de bem com a vida, bem comigo, me aceitando do jeito que sou e confiando plenamente em Ti.

Guarda-nos, Senhor, na Tua Paz! Assim seja!

P-20, 12 de março de 2014

Acordando de um sonho

Como se eu tivesse sido Hitler na existência anterior, e estava escrevendo um depoimento, uma carta   expressando arrependimento, mas ainda com a dureza no coração de alguém que exerceu a autoridade  de uma forma tão desastrosa, pois, ninguém vira santo da noite pro dia, embora a gente sonhe com uma
transformação assim grande, a gente sinta que precisa ter a vida transformada, precisa se converter (não mudar de religião, não é isto). A gente precisa mudar por dentro, não se converter formalmente.

Mas não acordei impressionado, acreditando ser possível eu ter sido Hitler, graças a Deus nao. Creio ter sonhado assim por um motivo diametralmente oposto, pois assisti a uma entrevista de Fernando Hadad a BBC Brasil no Yotube e gostei muito, tive uma ótima impressão dele como político, se bem que a gente deve ter um pé atrás com todo político, porque eles tem uma lábia... Mas eu gostei da entrevista e como diz Roberto Moraes no seu blog, independente da nossa ideologia, o que ele fala da elite paulista, todos hão de concordar, o início da entrevista é ótimo para nossa reflexão sobre um Brasil melhor que queremos.

Pensei também numa mesa literária a que assiti na Bienal de Campos em 2012, em que Frei Beto diz que o melhor caminho para o ser humano promover o bem é a política, é o caminho para servir a população, para aperfeiçoar as leis, um ato político atinge a muitas pessoas, tanto para o bem quanto para o mal. Mas eu tenho um medo de política que me pelo, porque o poder corrompe as pessoas...

Mas, é bom quando a gente vê um político que nos traz esperança... Precisamos de bons políticos, de cidadãos conscientes, muita coisa precisa ser mudada, ser melhorada, precisamos de boas administrações nas cidades para melhorar a qualidade de vida das populações.

Fico por aqui. Um grande abraço amigos! Que Jesus nos abençoe!

Parnamirim, 18 de fevereiro de 2014

Aposentadoria

Curso de D.E. (Desenvolvimento de Equipe) no Hotel Fazenda Pedras Negras em Rio Bonito, RJ, o ano 1994, Mateus, o meu caçula estava na barriga da mãe, prestes a nascer. Drummond costumava hospedar lá com a família, tinha fotos dele com a esposa e a filha num mural, uma crônica de Maria Julieta, sua filha, cujo título era "O Sapo", em que ela falava do encanto de ver um sapo, fazia muito tempo que ela não via um sapo. Encantar-se com um sapo? Eu tenho é medo mesmo, não é nojo ou repulsa, e quando criança ouvia falar que a urina do sapo podia cegar os olhos da gente. O sapo no quintal de casa em dias de chuva... Quando comecei a trabalhar na Petrobrás, na Bahia, num alojamento da Empresa em São Sebastião do Passé, voltando do trabalho eu e o saudoso amigo Hugo Sérgio (já está no andar de cima como diz o Miguel Falabela), sempre encontrávamos um sapo grande e feio nos aguardando próximo ao nosso quarto, eu com medo, me afastava, o Hugo passava perto do sapo tranquilo, o bicho nem se mexia, ele ria do medo que eu sentia... Mas o que eu quero relatar é um episódio no Curso de D.E., vamos lá:

Logo de início as apresentações, o Psicólogo nos pede para falar sobre a nossa vida, os planos para o futuro... Uma colega falou em futuramente se aposentar... Aí quando chegou a vez de um outro colega, ele falou meio que dando bronca (era o jeito dele de falar) que não pensava nesse negócio de aposentadoria, porque quando viesse o tempo de se aposentar, já estava perto de morrer, ele estava muito longe desse tempo. Ele pensava era na vida, em viver! É... pois é... O tempo passa e a aposentadoria está aí batendo à nossa porta. Não há como parar o tempo... A esperança nossa é que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando, e se Deus deixar a gente aqui vivendo um pouco mais e com qualidade de vida, é tudo de bom!

Fico por aqui, amigos! Um grande abraço! Que Jesus nos abençoe!
 
P-20, 10 de março de 2014
 

Assistindo à televisão sem culpa

Coisa boa! "Bom dia Brasil", "Mais você", "Bem estar", "Encontro com Fátima Bernardes" (sei que a Globo não precisa de propaganda, nem estou fazendo, pois não sou formador de opinião, quem sou eu?). Depois de um turno de trabalho à noite, assisto à televisão sem culpa, relaxando, gostando, curtindo... Assunto interessante no "Bem estar", a mania que muita gente tem de guardar coisas que não usa mais, pode ser indício de uma doença quando exagerada. A menina (22 anos, pra mim ela é uma menina) que capotou com o carro oito vezes na Ponte Rio-Niterói, caiu de uma altura de 50 m na Baía de Guanabara, ficou na água 30 minutos aguardando socorro, e só perfurou o baço, fez cirurgia e passa bem. Incrível! A mão de Deus amparou essa menina, nasceu de novo! Comovente!

A reportagem do Fantástico sobre o abandono, o descaso, as condições precárias de escolas públicas em Alagoas, Pernambuco e Maranhão, e professores conseguindo dar aulas em condições tão adversas, só muito amor!

Ufa! Agora é desligar a tevê para dormir, porque terei que trabalhar logo mais à noite novamente. Interessante que nas minhas folgas eu não consigo assistir à televisão numa boa, tenho dificuldade para organizar a minha rotina diária, fico me sentindo um inútil, me cobrando, me encucando... Ô rapaz! Já está perto a aposentadoria, joga para escanteio essas encucações... Não te sintas inútil! Torna a tua rotina mais interessante, ama a vida, sê feliz, aceita-te como és. Aprende a viver o ócio criativo, gosta de ti, gosta do que fizeres, ainda que seja pouco, não te cobres tanto! Tem um livro do Mário Quintana cujo título é "A Preguiça como Método de Trabalho", achei interessante, estou com vontade de ler, vou procurar na Saraiva.

Oh meu Deus! Dá-me um sono reparador agora para que eu possa enfrentar mais um turno de trabalho à noite - ô coisa difícil! Só mesmo o cafezinho para ajudar a me manter acordado.

Fico por aqui. Um grande abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe! 
 
P-20, 10 de março de 2014

terça-feira, 11 de março de 2014

Oração

Oração
 
Jesus querido, agora mesmo desliguei o telefone, estava falando com as minhas filhas Carol e Lorena, Mateus estava no banho. Oh meu Deus! Coisa boa! Falando animado, inspirado, uma boa conversa, me sentindo presente na conversa, eu estava falante, gosto quando estou assim, entusiasmado, de bem com a vida, bem comigo. Porque, às vezes Senhor (quase sempre?), fico muito quieto, distante, meio deprê... Oh meu Deus! Xô tristeza! Tristezas não pagam dívidas... Sou espírita, acredito na reencarnação, na lei de causa e efeito, na harmonia das leis divinas, que tudo que a gente sente, pensa e faz, gera consequências e a gente tem dívidas a pagar... Mas não é com tristeza, a gente ficando cabisbaixo, se sentindo diminuído, preso ao passado, que a gente irá evoluir... E para frente é que se anda, para frente é que se olha...
 
Gostei do texto que aparece no início do blog de Luiz Alberto Py, ele coloca que a esperança é o alimento para a nossa alma. Precisamos sempre ter esperança. Meu Deus! Me ajuda a reagir se pensamentos negativos voltarem a acontecer. Conserva-me assim como estou agora!
 
Guarda-nos, Senhor, na Tua Paz! Assim seja!
 
P-20, 09 de março de 2014