quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bom dia, Jesus querido!

Quisera eu ter como hábito orar diariamente, pelo menos duas vezes ao dia: ao acordar, quando estamos iniciando um dia novinho em folha, uma nova oportunidade que Deus nos concede para continuar a vida, e quem sabe fazer melhor do que no dia anterior, reorientar a nossa vida segundo as diretrizes do nosso Senhor, Jesus. Sempre devemos alimentar a esperança de que estamos caminhando para a frente na vida, de que estamos avançando na senda evolutiva, de que estamos avançando no entendimento da Vontade de Deus a nosso respeito, e procurando fazer o nosso melhor. E orar também ao dormir, quando descansamos o nosso corpo e temos a oportunidade de viver a vida espiritual, de ter mais liberdade para o nosso espírito. Que vida espiritual temos levado? Continuamos chumbados ao solo? Gravitando em torno do corpo, atraídos somente por esta vida terrena, sem a certeza da vida espiritual?

Hoje eu acordei com o seguinte pensamento, Jesus querido: - Não posso continuar sendo uma pessoa dividida, sem convicção interior. Em respeito à verdade do outro, não posso menosprezar a minha verdade, a minha crença, os meus valores, a minha história de vida, não posso me despersonalizar, não posso me anular. Não posso deixar que a minha subjetividade seja sequestrada*. Senhor, me dá a firmeza, a direção na vida, que eu respeite a verdade do outro, mas, sem abrir mão da minha verdade, sem abrir mão daquilo em que acredito. Para finalizar, colocarei um poema de Drummond que retrata tão bem essa questão das verdades individuais, ampliando a nossa visão a respeito do assunto, e nos ajudando a aprender a respeito a verdade do outro:

A verdade dividida 
                                      (Carlos Drummond de Andrade)

A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
 





P.S.: "O Sequestro da Subjetividade", um excelente livro do Padre Fábio de Melo, retrata a questão do sequestro da subjetividade, do risco da perda de identidade que o relacionamento entre cônjuges, entre pai e filho, até mesmo entre amigos pode oferecer.


Flip em Paraty


Rômulo deu o toque, acabei comprando a idéia com a ajuda decisiva da esposa, e de 04 a 08 de julho estaremos lá! Veríssimo estará lá, Lenine participará do show de abertura e Drummond será homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty, comemorando 10 anos da Flip e 110 anos de nascimento de Drummond. Escritores nas ruas autografando os seus livros, muita gente na cidade, eu soube que é uma festa muito bonita! A minha expectativa é das melhores, estou me sentindo uma criança de tão feliz! Estou bobo que só! Viajar é muito bom! Poder fazer o que se gosta é muito bom!

(O pior é que, às vezes, a gente não quer fazer as coisas, não tem motivação pra nada, o que é muito ruim).

É tão bom, Senhor, quando a gente está com vontade de fazer as coisas, e pode fazer, as condições são favoráveis. Senhor, conserva-me assim como estou agora: animado, fazendo planos, realizando, curtindo a vida, pensando no meu desembarque amanhã, no que vou fazer nestes 21 dias de folgas... Que vão ser muito bons, assim espero. Como disse Drummond quando a repórter lhe perguntou se ele se considerava um homem feliz: “Me considero sim, viver já é uma felicidade”.

Um abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe!

P-20, 20 de junho de 20 de junho de 2012


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Parabéns Mateus pelo seu aniversário!



Você completa hoje dezoito anos de idade, uma vida pela frente, um rapaz bonito, inteligente, responsável, cabeça boa... Às vezes, me dá conselhos sensatos, me sinto na condição de filho, como se invertêssemos os papéis. É assim mesmo, a gente que é pai tem muito a aprender com os filhos.

Acordo de um sonho bonito, gostoso... em que sua madrinha Eunice aparece como personagem principal conversando com um grupo de pessoas sobre programas bons da televisão, algo parecido com o que eu li antes de dormir no livro “Perdas e Ganhos” de Lya Luft. Quem sabe sua madrinha veio nos fazer uma visitinha para lhe dar os parabéns?

Hoje consegui ler antes de dormir e também orar, o que não estava conseguindo fazer nos últimos dias, dormia com a televisão ligada, andava muito sonolento, e sono também pode ser fuga. Quando acordava também não conseguia orar direito, o cansaço era grande, andava se infiltrando em mim a falta de entusiasmo, de alegria, eu sentindo tudo sem graça, sem vontade de fazer as coisas, não posso continuar assim. Consegui ler um pouco e o estado de espírito mudou, graças a Deus!

Tenho o maior orgulho de ser seu pai, Mateus! Não sou o pai que gostaria de ser, mas eu te amo!

Colocarei aqui um texto de José Saramago que coincide com a minha percepção do que é ser pai:

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de  perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? É apenas um empréstimo".


Que Jesus te abençoe, Mateus!

P-20. 15 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

31 anos de Petrobras - uma bênção de Deus na minha vida!

A Petrobras está me pedindo uma foto em plano americano (cintura para cima) e com fundo branco, com uma frase sobre o que significa a Petrobras para mim. Para a homenagem por mais uma década na Empresa, no meu caso - 31 anos completados no dia 1º de setembro. Tive dificuldade para encontrar a frase, decidi por essa que serve de título ao texto, parece-me boa porque sincera, não adianta colocar palavras bonitas em que o coração não toma parte. Pensei... uma bênção, um favor, uma graça divina em meu caminho. Certo, a idéia de favorecimento, de que Deus favorece a um, a outro não, essa idéia não me seduz. Eu gostaria de viver num mundo que oferecesse oportunidades para todos; em que todas as pessoas merecessem consideração como seres humanos que são; e todos fossem igualmente cuidados e atendidos em suas necessidades básicas.

Mas quem promove as diferenças e discriminações somos nós - seres humanos, num mundo em que o dinheiro fala mais alto, abre portas, abre caminhos,nem sempre honestos, nem sempre lícitos, nem sempre justos. Deus não faz acepção de pessoas, todos somos igualmente importantes para Ele, porque somos Seus filhos. E se existem doenças, miséria, terrorismo, injustiça social, guerras, tanta coisa que a gente não compreende... Não deixam de ser experiências que podem (e devem) servir de aprendizado para a nossa evolução moral, espiritual. O objetivo da vida é a evolução, o nosso aprendizado. Aprender a viver, aprender a amar.


Quero agradecer a Deus pela oportunidade de trabalhar numa grande Empresa como a Petrobras, motivo de orgulho para nós, brasileiros. Agradecer aos amigos, aos colegas de trabalho pelo bom ambiente que temos aqui na P-20. Agradecer à minha esposa e aos meus filhos pelo suporte emocional que me dão. Agradecer aos meus irmãos consanguíneos, ao meu pai e à minha mãe pela oportunidade desta existência e pela educação que me proporcionaram. Quero agradecer a Deus hoje e sempre!


Que Jesus nos abençoe!
 
P-20. 11 de setembro de 2011

Uma luz no fim do túnel

Acordo de um sonho às 03h30min da madrugada, tentarei expressar em palavras a mensagem que este sonho me transmitiu. Eu estava num ônibus com a família, viajando para Nova Friburgo, quando nos deparamos diante de um túnel, num sentido totalmente bloqueado por pedras grandes até ao teto. O túnel ao lado parcialmente bloqueado, mas o ônibus tenta passar por este, aliás era o túnel do sentido contrário, pelo qual o ônibus não passaria em condições normais. Ele tenta passar na contramão, também aparecem pedras grandes, o túnel se desmoronando, o ônibus seguindo em frente, o risco de sermos soterrados, e eu acordo. Pois bem, tentarei decifrar o recado do sonho.

Caminhos bloqueados, desmoronamento, destruição. A recente tragédia de Nova Friburgo, verão de 2011. Estivemos em Nova Friburgo nesse fim de semana de carnaval, gostei tanto de ter voltado lá! Mas o retrato da destruição permanece, e houve prédio que desabou parcialmente e casas que desabaram pertinho de onde morávamos. E se estivéssemos morando lá, se estivéssemos lá na noite da fatalidade, como estaria eu hoje? Eu que me sinto tão frágil, Senhor!

O fim de semana em Nova Friburgo foi maravilhoso, tenho uma sintonia muito bacana com essa Cidade, me sinto muito bem - física e psicologicamente. Ver um pouco da destruição que houve não me abalou; já passado algum tempo, e o tempo cura todas as dores. Conhecemos um restaurante muito bonito, modelo de construção chinês ou japonês, a minha ignorância não me permite descrevê-lo. O nome é Shaicai e fica no Bairro Cônego. A garçonete nos contou que aquele restaurante era uma casa de chá e havia sido destruída na enchente de 1996. Foi reconstruído, os móveis sao rústicos e construídos pelo dono do restaurante, também há uma loja de artesanato ao lado, com trabalhos em madeira lindíssimos, feitos pela esposa do  Sr. Ademarsinho. A força do ser humano para reconstruir a vida, a força que Deus nos dá para seguir em frente. Sempre há uma luz no fim do túnel, a fé remove montanhas, nos disse o Mestre, Jesus.

Que Jesus nos abençoe!

Campos dos Goytacazes, 22 de fevereiro de 2012

Manhã de domingo

Acordo feliz, depois de uma noite bem dormida, vou aqui na área externa da P-20, vejo um dia lindo de sol, o mar e o céu muito bonitos, não posso me demorar um pouco mais como gostaria, porque preciso tomar o café para começar o turno de trabalho. Quase não tenho apreciado a beleza do mar, a beleza da paisagem... Espero nesta quinzena estar melhor para ter momentos de contemplação e de agradecimento a Deus.

Estou começando bem o turno de trabalho, me conserve assim, Senhor: harmonizado interiormente, com uma boa energia, trabalhando direitinho e interagindo bem com as pessoas, aprendendo a ser feliz e agradecido a Ti.

Que Jesus nos abençoe!

P-20, 10 de junho de 2012

Medo da morte

Descobri que o meu medo não é propriamente da morte, mas do abandono, da solidão, do desamparo. Quando bem pequeno, não me achava uma criança normal, falava sozinho até aos 8 anos de idade, isto me preocupava. Tinha dificuldade de me entrosar com as crianças da mesma faixa etária; tímido demais, não me soltava nas brincadeiras, ficava muito sozinho.  Preferia a convivência com os adultos, me sentia completamente despreparado para a competição com os meus pares, porque crianças da mesma idade, um não vai dar colher de chá para o outro. Cresci me sentindo despreparado para a vida, para a luta pela sobrevivência. Cresci com medo da vida, com medo de tomar decisões, com medo de fazer escolhas, com medo de dar uma simples opinião, com uma necessidade doentia de agradar aos outros, o que de certa forma tem-me travado na vida. Onde entra o medo da morte, o medo do abandono? - Pois bem, vamos lá.

Quando criança, umas das minhas preocupações era com a doença mental, até ouvia dos adultos da minha família que a pior doença era a da mente, se falava que fulano era nervoso, psiquiatra era médico de doido, um leve problema mental e a pessoa era retardada mental, era zombada na rua. Havia pessoas que viviam na rua, pareciam não ter família, eram consideradas loucas, e o clima era de zombaria e muito ignorância a respeito do assunto. Terapia para os problemas graves era com choque elétrico. Ouvia falar de um tio meu que não conheci, que ficou louco e não se soube mais notícia dele na família. Então, loucura pra mim era sinônimo de abandono, solidão, desamparo. Passei um longo tempo com medo de não ser uma pessoa normal, com medo de ser excluído do grupo, e as pessoas com problemas mentais na minha infância eram excluídas da sociedade. Não só os problemas mentais, mas o deficiente físico era aleijado, às vezes não se falava o nome da pessoa, mas o aleijado. O mundo pode não ter melhorado muito, mas nesse ponto melhorou, hoje se acolhe, se aceita o diferente.

Morte também tem a ver com abandono, exclusão da vida, solidão, desamparo; porque a gente morre sozinho e vai enfrentar o desconhecido. Existe o instinto de conservação da vida que nos faz temer a morte. Quando me lembrei dos loucos da minha infância e da falta de compreensão, de compaixão perante o diferente; quando me lembrei de uma sociedade preconceituosa e ignorante que exclui o diferente, relacionei o medo da morte ao medo do desamparo.

Mas Deus não nos desampara, tenhamos certeza disso. Embora muita coisa esteja acima da nossa capacidade de entendimento, oremos!

Que Jesus nos abençoe!

Macae, 09 de junho de 2012.

As doenças psíquicas e a interferência espiritual

Não tenho embasamento teórico e muito menos vivência prática para falar de um assunto de tal magnitude, mas fragmentos de um sonho que acabei de ter me motivam a escrever algo sobre esse tema. Era um jovem desequilibrado tentando declamar um poema, algo fora do tom, num ambiente não adequado, algo parecido com pessoas que a gente vê nas ruas e nas praças a pregar sobre a Bíblia, sobre Deus, mas que a gente percebe que não estão no seu juízo perfeito. Assim era esse jovem declamando um poema para uma pequena roda de amigos não atentos e que talvez sentissem compaixão por ele.

Para mim estava tudo bem, quando no caminho encontro uma menina adolescente, que estava espantada com o que tinha visto: espíritos zombeteiros incentivando esse jovem a um papel ridículo. Fiquei a pensar na questão da doença psíquica e a influência que espíritos desencarnados e sofredores, ainda muito ligados à vida terrena, podem exercer sobre nós. Neste sonho ficou clara para mim a interferência espiritual. Lembrei-me de quando eu era bem criança e ouvia falar em obsessão, recebi uma informação não adequada para a minha pouca idade, o que criou em mim um medo muito grande de ficar obsedado, e me perguntava como Deus sendo bom permitia que alguém pudesse ter tal problema espiritual.

Via um senhor falando sozinho na rua, via pessoas largadas na rua, sem família, que eram consideradas loucas. Eu tinha medo da loucura, medo de ficar louco, porque os considerados doidos varridos eram abandonados pelas famílias, então loucura era sinônimo de abandono, de solidão, de pessoas excluídas da sociedade. E uma coisa que eu tenho medo é de abandono, é de solidão, é de ficar desamparado. Na minha infância, a ignorância, a falta de entendimento em relação às doenças psíquicas era enorme, pessoas com um leve problema mental eram zombadas na rua, pelos vizinhos, pelos seus pares, dizia-se que psiquiatra era médico de doido, era uma falta de compreensão muito grande em relação ao assunto.

É certo que o mundo não melhorou muito, mas em termos de compreensão dos problemas e também o avanço da medicina tem sido grande. A aceitação do diferente, a quebra de preconceitos, graças a Deus, estamos caminhando neste sentido. Pode-se dizer que a sociedade está mais compreensiva, mais acolhedora, menos preconceituosa.

Fico por aqui, pois como disse no inicio do texto, não tenho embasamento teórico, muito menos vivência prática para falar de um assunto de tal magnitude.

Que Jesus nos abençoe!

Campos dos Goytacazes, 07 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Oração

"A alegria divina vem com a expansão do eu. Já o sofrimento é fruto do egoísmo, de um ego que se contrai. A alegria desperta a compaixão em nosso coração. Faz-nos ansiosos em infundir a bênção divina naqueles que choram a sua desgraça." (Extraído do livro: "A Sabedoria de Yogananda, Felicidade Todo Dia", p. 74)

Senhor, eu tenho oscilado: ora estou alegre, expansivo, com vontade de falar com as pessoas, de telefonar para os amigos, de procurar os amigos. Estou sorridente, autoconfiante, com a autoestima em cima, então o mundo sorri para mim, viver é gostoso, sinto o prazer de desejar um simples bom dia para alguém. Às vezes, acho o maior barato quando alguém que não conheço, e que passa na rua, me cumprimenta; retribuo ao cumprimento com alegria, sentindo o gosto do que seria o mundo se nos amássemos fraternalmente, se nos tratássemos a todos como amigos, como irmãos que se amam. Experimento esta emoção bonita quando estou alegre, expansivo.

Mas, às vezes acontece, e infelizmente com uma frequencia maior, de eu estar com o ego contraído, acometido  de uma timidez excessiva, que me incomoda um bocado. Olhando somente para o próprio umbigo, me sentindo o patinho feio da história, o que não é nada bom! Muda-me, Senhor! Faz-me conhecer a alegria não dependente das circunstâncias exteriores, faz-me encontrar a alegria em Ti, a alegria de cumprir a Tua Vontade, Senhor.

Assim seja!