segunda-feira, 11 de junho de 2012

As doenças psíquicas e a interferência espiritual

Não tenho embasamento teórico e muito menos vivência prática para falar de um assunto de tal magnitude, mas fragmentos de um sonho que acabei de ter me motivam a escrever algo sobre esse tema. Era um jovem desequilibrado tentando declamar um poema, algo fora do tom, num ambiente não adequado, algo parecido com pessoas que a gente vê nas ruas e nas praças a pregar sobre a Bíblia, sobre Deus, mas que a gente percebe que não estão no seu juízo perfeito. Assim era esse jovem declamando um poema para uma pequena roda de amigos não atentos e que talvez sentissem compaixão por ele.

Para mim estava tudo bem, quando no caminho encontro uma menina adolescente, que estava espantada com o que tinha visto: espíritos zombeteiros incentivando esse jovem a um papel ridículo. Fiquei a pensar na questão da doença psíquica e a influência que espíritos desencarnados e sofredores, ainda muito ligados à vida terrena, podem exercer sobre nós. Neste sonho ficou clara para mim a interferência espiritual. Lembrei-me de quando eu era bem criança e ouvia falar em obsessão, recebi uma informação não adequada para a minha pouca idade, o que criou em mim um medo muito grande de ficar obsedado, e me perguntava como Deus sendo bom permitia que alguém pudesse ter tal problema espiritual.

Via um senhor falando sozinho na rua, via pessoas largadas na rua, sem família, que eram consideradas loucas. Eu tinha medo da loucura, medo de ficar louco, porque os considerados doidos varridos eram abandonados pelas famílias, então loucura era sinônimo de abandono, de solidão, de pessoas excluídas da sociedade. E uma coisa que eu tenho medo é de abandono, é de solidão, é de ficar desamparado. Na minha infância, a ignorância, a falta de entendimento em relação às doenças psíquicas era enorme, pessoas com um leve problema mental eram zombadas na rua, pelos vizinhos, pelos seus pares, dizia-se que psiquiatra era médico de doido, era uma falta de compreensão muito grande em relação ao assunto.

É certo que o mundo não melhorou muito, mas em termos de compreensão dos problemas e também o avanço da medicina tem sido grande. A aceitação do diferente, a quebra de preconceitos, graças a Deus, estamos caminhando neste sentido. Pode-se dizer que a sociedade está mais compreensiva, mais acolhedora, menos preconceituosa.

Fico por aqui, pois como disse no inicio do texto, não tenho embasamento teórico, muito menos vivência prática para falar de um assunto de tal magnitude.

Que Jesus nos abençoe!

Campos dos Goytacazes, 07 de junho de 2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário