sábado, 12 de abril de 2014

Oração

Meu Deus e meu Senhor, eu tenho alguma dificuldade para orar, para sentir que estou orando de verdade, com sentimento, com unção. É pouca a fé que tenho, muita insegurança, falta de autoconfiança, falta de autoestima, tudo misturado, dificultando a comunhão contigo, Senhor. (Porque se a gente não se ama, não tem confiança em si, se sente inseguro, dá brecha a pensamentos negativos e com isto levanta uma parede que de certa forma nos afasta de Ti, Senhor).

Oh Senhor! Mas agora estou escrevendo porque estou bem, me sinto conversando contigo, Te sinto bem perto de mim. E o que Te peço é que me conserves assim como estou agora: bem disposto, com vontade de fazer as coisas, com o pensamento aprumado. Me sentindo amando e sendo amado, com certeza dos meus sentimentos.

Oh Senhor! Te peço: que eu não fique mais adiando as coisas por fazer, procrastinando. Me ajuda, Senhor, a fazer o que precisa ser feito, a gostar um pouquinho de trabalhar, porque ocupar utilmente o nosso tempo faz bem a nossa saúde. Nada de ficar achando que não sei fazer as coisas, nada de ficar deixando pra depois, de ficar indolente, sem disposição... Porque se deixar, a preguiça toma conta e a gente não tem tempo pra nada, só pra ela. E hoje, Senhor, o convite a distração é grande. Oh Senhor! E eu não quero que a minha vida seja uma perda de tempo! Um dia haveremos de prestar contas a Ti do tempo que nos concedestes, e pode ser mais cedo do que imaginamos. Portanto, Senhor, me ajuda a viver bem, a praticar a caridade, a trabalhar com amor, ou melhor, a descobrir o amor ao trabalho, no meu caso. O que não dá, Senhor, é para a gente ficar nesta zona de conforto reclamando da vida, indolente, preguiçoso, vendo as horas passar inutilmente.

A esperança que sinto neste momento de mudar, de organizar melhor o meu tempo é grande, e haveremos sempre de ter esperança, porque é ela o alimento da nossa alma, ela que há de nos levar adiante, de nos fazer evoluir, de nos fazer nos aproximar de Ti.

No mais, hoje viajaremos para Gravatá, Pernambuco, cidade serrana, espero que passemos dias felizes lá, porque viajar, passear, conhecer novos lugares é muito bom! Abençoa, Senhor, a nossa viagem! Guarda-nos na Tua Paz! Assim seja!

Parnamirim, 28 de marco de 2014
 

Reforma íntima

"As pessoas não são o que parecem ser; não são o que deveriam ser; não são como gostaríamos que fossem; as pessoas são exatamente como são." (Santo Agostinho, citação de Dra. Anete Guimarães, num seminário espirita, na Liga Espirita de Campos),

O problema no mundo são as pessoas, as pessoas são egoístas, são isso e aquilo, os políticos então nem se fala... Mas achei muito interessante esse pensamento de Santo Agostinho e anotei no celular para tentar desenvolve-lo um dia... Será que chegou esse dia? - Não sei, pelo menos vou tentar... Levantei cedo da cama, as 05h20 da manha, espero não ter sido em vão, mas se não ficar bom o texto, o que vale é a tentativa. O importante é tentar acertar, é fazer quando se tem vontade, uma hora a gente acerta a mão, se a gente não tenta, não conseguirá. Pois bem:

- O que me encantou no primeiro contato com o espiritismo na Escola Jesus Cristo, foi a ênfase na questão da vitória sobre si mesmo, os defeitos, os problemas não estão lá fora, nos outros, mas dentro de nós, a necessidade de buscar o autoconhecimento. As vezes, a gente quer reformar o mundo, está tudo errado (com os outros), com a gente não, está tudo certo, a gente vai dar o braço a torcer? Se a gente falar de defeitos que tem, reconhecer erros que cometeu, estará se desvalorizando... Não pode! Mas o foco há de ser nós, o que precisamos mudar em nós... E é difícil mudar algo em nós, por isso ficamos observando a vida dos outros, querendo mudar os outros, porque para os outros tudo é mais fácil. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Mas eu gostei muito desse pensamento de Santo Agostinho porque devemos treinar não criar muita expectativa em relação aos outros, buscar não ficar idealizando alguém, precisamos aprender a ver as pessoas como elas são, e todos nós somos seres humanos e limitados, cada um de nós tem os seus defeitos, o seu calcanhar de Aquiles. Precisamos  reconhecer e aceitar erros e defeitos em nós e em nossos amigos, aprender a ver as pessoas como elas são e aceita-las, e também aceitar a nós mesmos como somos, aceitar para transformar. Porque se a gente não reconhece os próprio erros, a gente não se corrige. E se a gente fica preso a uma visão idealizada de nós ou de pessoas de nossa relação, os relacionamentos não avançam e a gente não evolui, acaba perdendo o foco da nossa existência que deve ser a evolução espiritual.

Fico por aqui. Um grande abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe!

Parnamirim, 25 de marco de 2014

Passeio a Gravatá

Estar aqui em Gravatá, PE, a passeio, fim de semana prolongado, começando na sexta-feira e só termina na segunda-feira, quando retornaremos a Parnamirim. Cabeça leve, livre de compromissos, preocupações e da correria do dia a dia. Com tempo disponível para fazer o que der vontade, num ritmo bem descansado... Com tempo para nós, tempo para saborear a vida, para ouvir o canto dos pássaros, o mugido de um bezerro, o berro de um cabrito, o som do vento na copa das árvores, sons e paisagem da vida no campo, respirando ar puro, renovando a vida em nós, sentindo-nos a rejuvenescer...

Ao chegar, entramos em lojas de antiquários, coisa boa! Rever objetos antigos: relógios, geladeira, televisor, radio, máquina de datilografia, móveis, cristaleira, louças... Voltei a minha infância, tempo de inocência, de pureza, tempo em que a gente tinha tempo para sonhar, imaginar, viver... Quando o tempo demorava a passar... Aquele era um tempo bom, mas naquela época o que eu mais queria era me tornar adulto...

Que o tempo demore a passar gostosamente aqui em Gravatá! Que a gente aproveite bem! A expectativa é essa!

Um abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe!

Gravatá, PE, 28 de marco de 2014
 

Bom dia, amigos!

A internet me oferece distrações múltiplas, o Facebook para publicar meus textos e alimentar o sonho de ser escritor... Serei lido? Conseguirei interagir com amigos e com os filhos que estão distantes e as vezes sinto uma saudade que dói... Quando vou a Campos, a Macaé... As nossas raízes são uma questão muito forte, não sei como tem gente que consegue viver muito longe, em países estrangeiros, do outro lado do Oceano Atlântico... Mas nesse mundo globalizado em que vivemos, a mobilidade humana se tornou muito maior, muito mais fácil a gente estar aqui, daqui a pouco numa terra bem distante... Acabei de ler o livro do Laurentino Gomes, "1822", sobre a Independência do Brasil, e quando Dom Pedro I voltou para Portugal, saiu de madrugada de casa, sem se despedir dos filhos, quatro filhos pequenos, o menino que viria a ser Dom Pedro II com apenas cinco anos de idade. Isto foi devido as circunstâncias políticas da época, ele voltou para ser Rei em Portugal, saiu do Brasil para o exílio em Portugal, e ele sabia que era um adeus para sempre. Se isto acontecia com um Imperador, que dirá com as pessoas comuns na época? A vida antigamente era muito mais difícil que hoje.

Fico por aqui, expressando a saudade que sinto de vocês, meus filhos, a saudade que sinto de vocês, meus amigos. E saudade é coisa de português, parece que não existe palavra em outra língua que expresse perfeitamente o que significa a saudade em nosso vernáculo (estou usando o termo correto? Não consultarei o Google agora). E ter saudade pode doer um pouco mas é bom, porque a gente só sente saudade dos bons momentos, das pessoas que ama.