quinta-feira, 15 de maio de 2014

A nossa crônica falta de tempo

Falta-me tempo para ler um jornal, ler um livro, assistir a televisão sossegado, gostando como na infância, ouvir um jogo do meu Flamengo no rádio (uma vez no P. P. Morais, eu embarcado, um senhor me disse que tinha assistido ao jogo no rádio na noite anterior, coisas de antigamente). Falta-me tempo para telefonar para um amigo, para conversar calmamente com os meus filhos, e não porque moro distante, não estou diariamente com eles... Pois, com a esposa e a enteada que estou todo dia, tenho o maior tempo do mundo, uma boa escala de trabalho, fico o tempo todo em casa, quando de folga, falta-me tempo... Uma dificuldade para ir ao cinema com a esposa, curtir as postagens no Facebook juntos, ter um tempinho para curtir juntos as fotos que tiramos ou vemos no Face, vai tudo passando batido, não temos tempo para saborear a vida. Estou sempre pensando no que tenho que fazer,  preocupado com o que deixei de fazer, com o meu costume tão prejudicial de procrastinar, de adiar coisas importantes por fazer... Vivo no passado, saudosista, ou no futuro, preocupado... Tem alguém aí?
 
Não direi que antigamente era melhor porque não tenho certeza disto, mas precisamos cuidar para que a pressa, a ansiedade não governe a nossa vida. Quem sabe faz a hora... Assim diz a canção e é uma verdade. Precisamos administrar melhor o nosso tempo, acordar, orar, conversar com Deus, ter calma... Dará tempo para fazer o que precisamos, sejamos seletivos, estabeleçamos prioridades, organizemos a nossa agenda. O meu cardiologista em Campos, uma pessoa dinâmica, que faz muitas coisas ao mesmo tempo, atende com agilidade e bem, consultório lotado, aquela agitação toda, entrei na sua sala, ele de pé na janela, parado, olhando o filho que jogava num campo de futebol um pouco distante, me mostrou, eu nem consegui ver e achei distante para que a sua visão alcançasse, mas pai enxerga longe... Quer dizer, naquela agitação, ele muito ocupado, tinha tempo para olhar o filho, fazia uma pausa de um instante... A vida necessita de pausas - assim diz o poeta.
 
Hoje, como acordei e olhei no celular, eram 04h29, vim aqui escrever esse texto, pode ser que o dia tenha um rendimento melhor, flua bem, eu faça as coisas que preciso e fique satisfeito ao fim do dia, com o sentimento bom do dever cumprido. Voltarei para a cama, para tentar dormir um pouco mais. Que a ansiedade não tome conta de mim.
 
Um abraço, amigos! Que Jesus nos abençoe!
Parnamirim, 05 de maio de 2014

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