A quaresma terminada,
sábado de aleluia, época apropriada para fazer um “mea culpa”, reconhecer um
defeito grave que tenho, sou um tremendo leva e traz! Apesar de muito tímido,
calado demais, o que às vezes me incomoda, porque a dificuldade é grande para bater
um bom papo, desfrutar o raro prazer de uma boa conversa. Todo mundo sabe
entrar e sair de uma conversa, eu não – sempre me sinto deslocado, só ouvindo e
concordando com tudo que falam, mas nem sempre estou de acordo, só que não
consigo expressar o meu ponto de vista, me bloqueio, então fico apático e
desinteressado pela conversa, também pudera! Se não consigo emitir uma opinião,
se as idéias não fluem devido à demasiada timidez, é natural que venha a apatia
e o desinteresse.
Pois bem: apesar de falar
pouco, às vezes falo demais, falo o que não devo, o que me compromete ou falo
de um amigo que gosto para outro amigo coisas que não deveria falar, olha a
confusão formada, depois que a gente fala, a palavra deixa de ser nossa, será
interpretada ao sabor dos interesses de quem ouve.
Acabo de acordar de um
sonho interessante, que me deixou uma viva impressão na mente. Dois amigos do
peito, eis que entro no meio de uma divergência entre eles, conto algo que não
deveria, que um teria falado do outro, só percebo a bobagem que fiz depois de
ter falado, e a confusão estava formada a tal ponto que um queria colocar a
questão na Justiça contra o outro. Fiquei com um sentimento de culpa grande
porque os dois eram meus amigos. Então acordo.
Isto realmente me aconteceu
nesta semana, não com essa gravidade, mas falei o que não devia, já falo pouco
e quando falo às vezes falo demais.
P-20, 07 de abril de 2012
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