04
de maio de 1980 – data em que minha mãe desencarnou, faz 32 anos. Me lembro de
você com carinho e peço a Deus a bênção para você, onde estiver. E agradeço a
Deus pela mãe que me deu, pela família em que nasci, por tantas bênçãos recebidas
nesta existência. Me lembro com carinho de uma tarde de sábado, na casa de
Celsinho, conversando com o seu Pai, Professor Clóvis Tavares, ele me pergunta a
data em que minha mãe faleceu. Então ele comenta: - É muito triste, as pessoas
esquecem os entes queridos que partiram...”, algo assim, não me lembro das
palavras exatas.
Lembro-me
de uma linda crônica – “Dia de Finados”* – em que, com muita delicadeza e sensibilidade,
Drummond diz que os mortos continuam vivos no jeito de olhar de um filho, no
jeito de andar de um sobrinho, no modo de ser de um amigo... Para mim, hoje é
um dia de saudade, e ter saudade é bom, porque a gente sente saudade das
pessoas que ama, significa que o amor está além da transitoriedade da vida aqui
na Terra.
Lembro-me
de mamãe e me sinto profundamente agradecido a Deus neste momento, sinto uma
emoção muito bonita. Que bom! Porque nem sempre é assim; é da natureza humana
reclamar um pouco, estar um pouco insatisfeito com alguma coisa, não é mesmo?
Colocarei versos do Poema Para Sempre de Drummond para finalizar esse texto:
“Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Que
Jesus nos abençoe!
P-20, 04 de maio de 2012
* No Livro de Crônicas "Cadeira de Balanço" de Carlos Drummond de Andrade.
P-20, 04 de maio de 2012
* No Livro de Crônicas "Cadeira de Balanço" de Carlos Drummond de Andrade.
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