Todos nós temos, não só a necessidade de perdoar o outro, a alguém que nos magoe, mas também de perdoar a nós mesmos, precisamos aprender a nos perdoar. Creio que a dificuldade de perdoar o outro, a rigidez no julgamento do outro, também reflita uma certa imaturidade de nossa alma, nós projetamos no outro o que há de negativo em nós, é aquela estória: o bom julgador por si julga o outro.
Nós ainda não temos maturidade para aceitar os nossos erros, para aceitar que erramos, então, quando alguém pisa no nosso calo, pegamos esse alguém pra cristo. Mas a necessidade que temos é também de autoperdão, de autoaceitação, de mais tolerância com os nossos erros, de mais tolerância com o que há de negativo em nós, para que possamos perdoar o outro, para que possamos ser tolerantes com o outro. Para que possamos perceber que nós também somos parte do problema, não só o outro é o problema.
E a tolerância não significa acomodação, que a gente concorde com o que está errado e tudo bem, mas significa a maturidade que já alcançamos para perceber que nós também erramos, que nós somos humanos, e portanto, falhos, imperfeitos, e se alguém erra conosco, eis ai uma oportunidade para perdoar, e no fundo, perdoando o outro, estamos perdoando a nós mesmos, nos tornando mais flexíveis, mais tolerantes, alcançando uma visão mais generosa e mais ampla da vida.
E lembremos a oração do Pai Nosso que Jesus nos ensinou: "Pai, perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido". Então, não tem escapatória: temos que perdoar as ofensas, para que sejamos perdoados por Deus. Mais cedo ou mais tarde, um dia teremos que perdoar. Que é difícil todos nós sabemos disso, mas precisamos perdoar para que possamos alcançar a saúde emocional.
Um abraço amigos! Que Jesus nos abençoe!
Parnamirim, 09 de agosto de 2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário